Resultados para "Bradley Cooper"
Série Oscar 2015: Sniper Americano


Chris Kyle, ex-atirador de elite dos Seals da Marinha norte-americana, foi responsável por cerca de 160 mortes durante toda sua carreira. Cumpriu, durante quatro turnos no Iraque, a missão para a qual fora treinado: garantir a proteção de seus companheiros nas operações por terra.   

Ao retornar para casa, em 2009, trazia no peito dezesseis condecorações e estrelas no peito. No entanto, foi baleado durante uma de suas aulas de tiros a veteranos feridos em guerra por um dos alunos. O fato gerou comoção no país todo e, obviamente, sua história não demoraria a virar um longa metragem. 

Sniper Americano é dirigido por Clint Eastwood e adaptado do livro The Autobiography of the Most Lethal Sniper in U.S. Militar History.  

Após o 11 de setembro, o gênero de guerra voltou à tona e, praticamente todo ano, Hollywood lança um novo longa a respeito. Alguns obtém o sucesso e são indicados a vários prêmios, outros caem no esquecimento. Dois bons exemplos são os filmes da diretora americana Kathryn Bigelow, Guerra ao Terror e A Hora Mais Escura. Enquanto um levou para casa seis estatuetas e é lembrado até hoje, outro levou apenas uma e poucos lembram de ter assistido. 

Sniper Americano é um filme que lembra Bigelow na direção. É cru, bem editado e tenso do começo ao fim. Mas peca ao exaltar ao extremo o patriotismo americano. É um filme feito para o público em massa, sendo assim, certos clichês são colocados no centro da trama. Não é a toa que esta é a estreia de maior bilheteria de Eastwood. 

Assim como todos os filmes do diretor, o foco tende a ser a formação de personalidade do personagem. Kyle é retratado desde alguns episódios de sua infância com seu pai rígido até sua pequena carreira como cowboy, até chegada no exército. 

Porém, apesar do objetivo ser mostrar a obsessão pela guerra e todos os seus efeitos colaterais (que envolvem família e terceiros), o longa tende a cair numa propaganda republicana. Por sorte, temos um bom diretor para não deixar isso fugir do controle. 

A criação dos traumas e as situações vividas pelo soldado são bem retratados. Em certos momentos, o público pode sentir a sensação de estar ali com ele ao decidir se deve ou não puxar o gatilho. Assim como pode sentir a tensão de sua esposa ao ter (ou não) notícias dele durante o tempo no Iraque. 

Bradley Cooper é o responsável por trazer Chris Kyle às telonas e faz mais um excelente trabalho no ápice de sua carreira. Não é de hoje que o ator coleciona elogios por suas atuações. Este será seu terceiro ano seguido concorrendo ao Oscar. Em 2013 e 2014 passou raspando como melhor ator em O Lado Bom da Vida e ator coadjuvante em Trapaça, respectivamente. Devido à forte concorrência, é provável que fique mais uma vez no quase na categoria de melhor ator. Mas isso não desmerece a ascensão do ator, que deixou de ser só mais um rostinho bonito para integrar o time de grandes atores da atualidade. Um dos atores que melhor entende seu papel e o procura fazer de maneira eficaz. 

Com características técnicas apuradas, boa edição e uma excelente atuação de Cooper, Sniper Americano é um longa ao melhor estilo Clint Eastwood, mas peca no patriotismo que só interessa aos próprios americanos. Independente disso, é fato que a adaptação funciona como um bom filme, mas perto de seus concorrentes ao Oscar de melhor filme, não tem a menor chance. 


Nota:

Vinicius Machado quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Guardiões da Galáxia

Seja sincero. Você já tinha ouvido falar dos Guardiões da Galáxia há alguns anos atrás? Pois é, acredito que até mesmo boa parte dos fãs da Marvel sequer lembrava o grupo criado em 1969, que caiu no esquecimento e nunca teve o prestígio que Vingadores, Quarteto Fantástico ou X-Men tiveram.

Em 2008, em mais uma de suas tentativas de conquistar novos leitores, a Marvel Comics resolveu trazer de volta a equipe reformulada, em que Peter Quill recruta alguns heróis para defender a galáxia. A aposta deu tão certo que em 2012 chegou a vez da Casa das Ideias levar a saga para outras mídias, a começar pelo cinema.

Em Guardiões da Galáxia, Peter Quill é um humano que é abduzido da Terra quando criança e cresce ao lado de um grupo de ladrões, que o faz seguir a profissão, até o dia que rouba algo que é desejado por Ronan, o acusador, e pelo temido Thanos.

Após uma confusão envolvendo o objeto tão desejado, um orbe, Peter acaba preso. No presídio, começa uma amizade com Gamora, Drax, Groot e Rocket.

Mais uma vez é necessário lembrar aos fãs de que se trata de uma adaptação, não uma releitura das HQ's. E é exatamente isso que faz o filme ser genial: A originalidade.

Enquanto Os Vingadores buscou dar ênfase aos heróis trabalhados em filmes solos e dar destaque maior para uns, esse acerta ao tratar todos de maneira igual, como uma verdadeira equipe deve ser. Não houve projeto para apresentar os integrantes individualmente, pelo contrário, praticamente foram jogados juntos no colo do espectador de maneira objetiva. O que sabemos deles é aquilo que os guardas descrevem quando chegam à prisão.

Gamora é filha adotiva de Thanos, que a usa praticamente como uma arma. Drax é um prisioneiro que busca vingança contra Ronan por ter matado sua família. Groot é uma espécie de árvore gigante e animada, e Rocket é um guaxinim que sofreu experimentos científicos. Todos eles têm algo em comum: O orbe lhes interessa por algum motivo e nenhum deles está disposto a abrir mão disso. No entanto, conforme a convivência aumenta, eles logo se veem trabalhando em equipe.

É praticamente inevitável fazer comparações entre os filmes da própria Marvel, até porque são todos muito parecidos em termos de estrutura. Mas esse pode ser dizer que surge como uma exceção. O grande trunfo do estúdio foi entregar uma trama completamente descompromissada e divertida. O peso de agradar os fãs xiitas diminui consideravelmente e contribui muito no resultado final, o que acaba sendo muito mais leve assistir como entretenimento puro. Uma ficção cientifica clássica e muito divertida.

O diretor e também roteirista James Gunn (Seres Rastejantes) é quem toma a frente do projeto em seu melhor trabalho na carreira. Gunn procura fazer referencias pop durante toda a trama e nos lembra de muitos clássicos do cinema em termos de inspiração, como Star Wars e Indiana Jones, além de inúmeras piadas que incluem Footlose, Kevin Bacon, metáforas e uma ótima sobre Jackson Pollock, que ditam todo o ritmo da história. O humor é muito mais destaque do que nos anteriores e mesmo assim não perde a seriedade da trama, que possui momentos de drama, romance e tudo aquilo que se tem direito.

As atuações também não fazem feio. Chris Pratt (A Hora mais Escura) faz ótimo papel como Peter Quill, além de Zoe Saldana (Avatar) como Gamora e David Bautista como Drax, que também desempenham ótimos trabalhos. No entanto, são as duas criaturas criadas digitalmente que se tornam o grande destaque entre os personagens. Vin Diesel trabalha pouco ao dublar o grandalhão Groot, afinal, ele só sabe dizer uma frase, mas mesmo assim é perfeito e faz com que sua dupla com Rocket seja uma atração à parte. O guaxinim (que nem sabe o que é um guaxinim, em uma ótima sacada) é praticamente o Tony Stark dos Guardiões. Seu sarcasmo e carisma andam lado a lado graças à excelente dublagem de Bradley Cooper. Não vai ter nenhum que saia da sala de cinema sem tecer um elogio ao trabalho feito pela produção. É impecável.

Sim, deu pra perceber que o filme é realmente muito bom, mas tudo isso ganha uma proporção maior pelo simples fato da trama inteira ser acompanhada de uma trilha sonora fantástica. Como Peter nasceu nos anos 80 e na Terra, uma das coisas que o aproximava de sua mãe eram as músicas que ela ouvia e colocava em uma fita K7 para ele ouvir em seu walkman. São diversos clássicos como David Bowie, The Runaways, Marvin Gaye e Jackson 5. Não é novidade ter música boa em filmes Marvel, mas sem dúvidas essa é uma das melhores trilhas dos últimos tempos. É de um sincronismo impressionante.

Para os fãs de carteirinha tanto da franquia de filmes da Marvel, quanto das HQ's a cereja do bolo fica por parte dos mínimos detalhes. Como todos sabem, eles adoram colocar alguns easter-eggs no meio das cenas. É bom prestar bastante atenção na cena do Colecionador, pois é onde se encontra o maior número de detalhes escondidos possíveis, além de uma ótima cena pós-créditos.

Com ótimo roteiro, bons personagens e excelente trilha sonora, Guardiões da Galáxia é outra aposta ousada bem sucedida da Marvel. Não reinventa a roda, nem inova o gênero de ficção científica, e é por isso que deu tão certo. A Casa das Ideias conseguiu fazer um Filme B de clima old school com orçamento de blockbuster e bate de frente com Os Vingadores em termos de qualidade, se tornando um dos principais da franquia. A era de ouro de Stan Lee e sua turma é tão duradoura, que podemos esperar coisas boas até no mínimo 2017, quando estreia Guardiões da Galáxia 2. Falta muito?

 Nota: 

Vinicius Machado quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Série Oscar 2014: Trapaça

No Oscar de 2013, O Lado Bom da Vida, dirigido por David O. Russell, foi o único a ser indicado nas principais categorias da premiação: Melhor filme, diretor, roteiro, atores e atores coadjuvantes. Na minha resenha disse que ele era bom, mas superestimado. Tanto que levou apenas uma estatueta. Neste ano, o diretor repete o feito com Trapaça, que conta de novo com Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e Robert DeNiro, ambos indicados na obra anterior.

Mas o porém é que a história se repete também no quesito superestimado.

Vinicius Machado terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Série Oscar 2013: O Lado Bom da Vida
Que o cinema sofre uma superlotação de comédias românticas não é nenhuma novidade pra ninguém. São Inúmeras tramas que caem nos clichês com enredos previsíveis e fracos. Claro, alguns até se destacam, seja pela história envolvente, ou elenco com boas atuações, porém, dificilmente as duas coisas andam juntas quando se trata desse gênero. E, finalmente, surge um filme envolvente, com ótimas atuações, enredo criativo e cativante. Porém, previsível.

Vinicius Machado segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
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