Resultados para "Jeniffer Lawrence"
Jogos Vorazes - A Esperança Parte 2


Filmes adaptados de best-sellers adolescentes já parecem possui uma regra própria: Fazer o capítulo final em duas partes. Afinal, além de se obter o o dobro do lucro, os detalhes do livro podem ser melhor explorados. Harry Potter e Crepúsculo deram certo. Mas será que todas as adaptações devem ser feitas dessa maneira?
Jogos Vorazes – A Esperança Parte II começa praticamente de onde a primeira parte parou: Peeta retorna à base dos rebeldes com sua personalidade alterada devido aos processos de tortura que recebeu da Capital. Agora, além de ter que reconquistar sua confiança, Katniss decide reunir uma equipe para assassinar o presidente Snow e acabar de uma vez com a guerra. 
Francis Lawrence novamente assina o longa como diretor. Desde seu começo, o maior desafio era manter o enredo e forte sem fazer com que o filme pareça um romance adolescente ou apenas um filme de aventura qualquer. Conseguiu fazer isso em Em Chamas e A Esperança Parte I. Nesta segunda parte, parece que o cansaço chegou. 
Eu não li o livro, mas muitos me disseram que A Esperança é o pior da trilogia. Fato que não se comprovou na primeira parte, pois como disse aqui há um ano, era um roteiro inteligente e mantinha o ritmo dos anteriores. Mas seu final dava a entender que isso poderia acontecer. Um corte frio, sem emoção, nada que deixasse a expectativa lá em cima. Ou seja, as previsões se concluíram. 
Com dois filmes para o desfecho, a impressão que fica é que não havia conteúdo o suficiente para isso, ainda mais com duas sequências de duas horas. Lembra de O Hobbit? Pois é, a encheção de linguiça é parecida.  
Por isso, a Esperança Parte II destoa dos anteriores quando o quesito é emoção e um bom desfecho. O esqueleto é o mesmo dos anteriores, com uma espinha dorsal bem parecida. O problema está na sua instabilidade. Para um final e pela expectativa que a saga gerou ao longos dos anos, o nível de intensidade deveria ser maior e não com apenas picos. 
O filme demora muito a deslanchar, e quando deslancha e chega no seu nível mais alto tensão, ele entra numa queda livre e esfria o espectador, o que faz com que ele veja o final com a impressão de que todo desfecho já aconteceu e aquilo ali está só pra cumprir tabela. Ainda tem história pra acontecer, mas a graça já se perdeu e agora é só esperar os créditos chegarem. 
Contudo, há de se ressaltar como ponto positivo as cenas de ação e das tais armadilhas do filme, que sempre foram criativas desde o primeiro e agora não é diferente. Mesmo que em menor proporção, é interessante ver a engenhosidade delas. 
O elenco e seus personagens continuam funcionando bem, até mesmo Josh Hutcherson se apresenta melhor como Peeta do que os anteriores. Há uma nova personalidade, menos passiva no personagem que faz o ator de destacar melhor. Uma grata surpresa.  Liam Hemsworth é o inexpressivo da vez. Faz uma atuação bem apática como Gale, o lado oposto do triângulo amoroso. Já o restante, como Julianne Moore, Donald Sunderland e Woody Harrelson fazem bons trabalhos. Destaque para Phillip Seymour Hoffman. Este foi o último filme da carreira do ator, que cometeu suicídio no início do ano passado. 
No entanto, é Jennifer Lawrence que sustenta todo o filme. Como disse antes, a atriz já deixou de ser uma promessa e se tornou realidade. É ela que leva todo o elenco, enredo e as cenas nas costas. 
Jogos Vorazes – A Esperança parte II não possui a força dos anteriores e não entrega o desfecho que o espectador espera, mas está longe de ser um filme ruim. As cenas de ação continuam boas e o elenco consegue sustentar muito bem.  Seu maior pecado está na ambição comercial. Se fosse apenas um filme, este poderia ser a estreia do ano (ou do ano passado). Em 2014, por mais frio que o final tenha sido, o público sabia que viria um no próximo ano. Desta vez, é melhor se conformar com os créditos finais.


Vinicius Machado sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Jogos Vorazes: A Esperança Parte I

Em dezembro do ano passado, postei aqui no blog que havia queimado a língua a respeito da saga Jogos Vorazes depois de assistir ao segundo filme sem ver o primeiro. No texto, disse que tinha um certo preconceito com esse tipo de adaptação mas, ao ir despretensiosamente no cinema assistir Em Chamas, me surpreendi e prometi que ia correndo ver o primeiro. Você pode ler a crítica na íntegra aqui. 

Um ano e alguns dias se passaram. Tempo suficiente para assistir o primeiro Jogos Vorazes para, assim, continuar a saga cronologicamente quando o terceiro lançasse. 

O filme estreou nos cinemas e, após assisti-lo, eis uma observação inicial. Esta tende ser a saga que mais me fez queimar a língua nos últimos tempos. 

Em Jogos Vorazes: A Esperança Parte IKatniss (Jennifer Lawrence), após ser resgatada, se descobre peça-chave de uma guerra. Sob a guarda da severa Presidente Alma Coin (Julianne Moore) e de Plutarch Heavensbee (Philip Seymour Hoffman), ela se torna o símbolo que unirá todos os distritos em torno do mesmo objetivo: a derrubada da Capital. 

Após Harry Potter e as Relíquias da Morte, o conceito de dividir o último capítulo de uma adaptação literária em duas partes para tentar inserir o máximo de detalhes do livro passou a ser uma tendência. Best-sellers adolescentes são os principais alvos. A Saga Crepúsculo e Divergente são outros dois exemplos, além do clássico Senhor dos Anéis e Hobbit. 

Com a grande força dos seriados, o formato acaba sendo aceito pelo público, mesmo que ele não tenha lido o livro. Além de compensar financeiramente os peixes grandes da indústria, o resultado de aceitação se torna satisfatório pela riqueza dos detalhes a criação de expectativa. 

No entanto, é preciso saber bem a forma de se fazer, para que o longa não fique com cara de um capítulo de season finale dividido. Ainda que o intuito do primeiro seja criar uma ansiedade para o próximo, nem sempre compensa recortar o filme numa cena de clímax. Harry Potter talvez tenha sido o único a entender esse conceito e dividiu suas partes com começo, meio e fim. 

A Esperança Parte I tem apenas esse fator como ponto negativo. O corte final foi seco, morno, sem clímax e com pouca força. Em compensação, a ansiedade para o próximo se deve ao conjunto da obra que, ao que tudo indica, a coisa vai ficar feia. 

O grande trunfo desse terceiro filme é a inteligência do roteiro. Não temos mais o tal Jogos Vorazes acontecendo. Portanto, o ritmo acelerado de ação é quase nulo, o que confirma ainda mais a força da saga.  

Sem a ação e a adrenalina de acompanhar os jogos, o público se vê obrigado a encarar uma espécie de guerra psicológica, em que os dois lados travam uma disputa praticamente fria para convencer as pessoas de aderir ou não à revolução contra a Capital pelo mesmo meio, a manipulação de massa 

Katniss, símbolo maior da revolução com O Tordo, é convocada a fazer propagandas encorajando e incentivando o enfrentamento. Enquanto isso, Peeta é capturado e usado como um artifício, por meio de um talk showpara não só convencer o povo de cessar fogo, como também para atingir a garota. 

O amadurecimento da trama é nítido durante o decorrer da mesma. O espectador percebe que não está lidando com mais uma história de aventura ou sobre um triangulo amoroso para adolescentes. A história é complexa, o roteiro é desenvolvido e ainda assim, possui a vantagem de saber transmitir as ideias com linguagem simples e de fácil entendimento.  

Francis Lawrence, de Em Chamas, assina novamente a direção e consegue impor seu ritmo com bastante qualidade. É muito difícil prender a atenção do espectador com um filme que serve de intermédio para um capitulo final, ainda mais quando se trata do público em questão e da proposta deste longa. 

Quanto às atuações, Jennifer Lawrence volta ao papel de Katniss Everdeen em uma de suas melhores atuações na carreira. A atriz consegue passar toda a angústia da personagem, diferenciando um pouco do que ela era nos dois primeiros filmes. Já Josh Hutcherson, mais uma vez não me convence no papel de Peeta Mellark. Tudo bem que o filme não o favorece para mostrar seu trabalho, mas o garoto é inexpressivo, não possui o mesmo carisma da protagonista. 

Destaque póstumo para Phillip Seymour Hoffman, que faz ótimo trabalho. O ator cometeu suicídio no início de 2014. Com certeza, uma enorme perda para o cinema. 

Com roteiro forte e argumento inteligente, a franquia de Jogos Vorazes mostra, mais uma vez, que é possível fazer filmes de alto nível sem fazer firulas ou desprezar a capacidade de entendimento do público. A Esperança Parte I não só serve como entretenimento, como também faz pensar a respeito da sociedade e abusa de ótimas metáforas para isso. A Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord, nunca foi tão bem referenciado para o público jovem. E eu nunca queimei tanto minha língua.  

Nota:

Vinicius Machado quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Série Oscar 2014: Trapaça

No Oscar de 2013, O Lado Bom da Vida, dirigido por David O. Russell, foi o único a ser indicado nas principais categorias da premiação: Melhor filme, diretor, roteiro, atores e atores coadjuvantes. Na minha resenha disse que ele era bom, mas superestimado. Tanto que levou apenas uma estatueta. Neste ano, o diretor repete o feito com Trapaça, que conta de novo com Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e Robert DeNiro, ambos indicados na obra anterior.

Mas o porém é que a história se repete também no quesito superestimado.

Vinicius Machado terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Jogos Vorazes: Em Chamas

Eu não assisti Jogos Vorazes. Quando o filme estreou eu mal sabia do que se tratava, e, ao descobrir que era adaptação de um livro para adolescente e tinha romance envolvido, imaginava que era mais um filme pegando a ponte entre o fim de Harry Potter e a ascensão de Crepúsculo. Retiro tudo isso que disse.

Vinicius Machado segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Série Oscar 2013: O Lado Bom da Vida
Que o cinema sofre uma superlotação de comédias românticas não é nenhuma novidade pra ninguém. São Inúmeras tramas que caem nos clichês com enredos previsíveis e fracos. Claro, alguns até se destacam, seja pela história envolvente, ou elenco com boas atuações, porém, dificilmente as duas coisas andam juntas quando se trata desse gênero. E, finalmente, surge um filme envolvente, com ótimas atuações, enredo criativo e cativante. Porém, previsível.

Vinicius Machado segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Postagens mais antigas ››

Postagens populares