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Sete filmes legais para ver no cinema em 2016

Todo início de ano diversos portais e blogs divulgam listas e mais listas do que esperar no cinema em 2016, no entanto, devido à grande proporção de blockbusters e super-heróis que estreiam na telona, a maioria fica na mesmice e lista as grandes esperas para o ano em questão. 
Por isso, nós do Sala Sete decidimos listar sete filmes que provavelmente serão tão divertidos quanto Batman vs. Superman, Esquadrão Suicida ou Independence Day, etc... Sim, 2016 está repleto de ótimos lançamentos. Confira! 
CreedNascido Para Lutar – Ryan Coogler 
Estreia: 14/01 
Depois de um 2015 repleto de nostalgias, "Creed" é o filme que fecha este ciclo. Isso porque o filme é quase parte da franquia de RockyAdonis Johnson (Michael B. Jordan) não conheceu seu pai, Apollo Creed, mas mesmo assim seguiu os passos dele e ingressou na carreira de boxeador. Sendo assim, ele convencer nada mais, nada menos que Rocky Balboa (Sylvester Stallone) a treina-lo. O longa promete nos fazer reviver os clássicos do Boxe. 
Mogli: O Menino Lobo - John Favreau 
Estreia: 14/04 

Mais um clássico da Disney feito em live actionNeel Sethi é Mogli, um garoto criado por lobos em plena selva, que conta com a compania de um urso e uma pantera para sobreviver. As imagens já divulgadas prometem uma experiência incrível, além de cenários magníficos. Com certeza irá atrair crianças e adultos que cresceram assistindo ao clássico desenho. 
Alice Através do Espelho  - James Bobin 
Estreia: 26/05 
Continuação de "Alice no País das Maravilhas", de Tim Burton, o longa só não traz o diretor de volta, mas o elenco sim. Mia Wasikowska no papel de Alice, Johnny Depp como Chapeleiro e Helena Bonhan Carter como a Rainha Vermelha são alguns deles. O roteiro é uma adaptação à obra de mesmo nome de Lewis Carrol, onde Alice atravessa para o outro lado do espelho e lá encontra um mundo diferente, com muitos conceitos invertidos e acontecimentos imprevisíveis, tendo como tema o jogo de xadrez, dividido entre peças brancas e vermelhas. 
Pets: A Vida Secreta dos Bichos - Chris Renaud 
Estreia: 07/07 
2016 será o ano das animações também. Teremos "Procurando Dory", "Zootopia" e até "A Era do Gelo 5". Mas um que chama atenção é "Pets". O filme aborda o que os animais fazem enquanto seus donos não estão em casa, mas a história gira em torno de Max, um Terrier, que se ve substituido como animal favorito da família depois de sua dona levar para casa um desleixado cão chamado Duque. Eles tiveram que esquecer as discussões que tinham diariamente, após descobrirem o plano de um coelho branco para se vingar dos animais de estimação. 
Star Trek: Sem Fronteiras - Justin Lin 
Estreia: 21/07 
Chris Pine (James Kirk) e Zachary Quinto (Spock) voltam neste terceiro filme do reboot de Star Trek. "Sem Fronteiras" marcará o aniversário de 50 anos da franquia de sucesso. A primeira série de TV foi ao ar na NBC em 8 de setembro de 1966. Ainda não houve divulgação de sinopse, mas tudo indica que será depois dos acontecimentos de Khan, em "Além da Escuridão". 
Inferno - Ron Howard 
Estreia: 13/10 
Tom Hanks está de volta na pele do renomado professor de simbologia de Harvard, Robert Langdon. Desta vez, a história se passa na Itália, mais precisamente em Florença, onde ele precisa desvendar os mistérios do clássico da literatura "A Divina Comédia", de Dante Alighieri. Esta é a terceira obra de Dan Brown a se tornar adaptação para os cinemas. Eu abri uma exceção uma vez e fiz a resenha do livro aqui. 
Assassin's Creed - Justin Kurzel 
Estreia: Sem data 
Ok. Adaptações de jogos nem sempre são boas, mas Assasin's Creed tem se tornado cada vez mais multimídia, inclusive com algumas adaptações dos games para os livros. Com Michael Fassbender no papel de Callum Lynch, o filme pode ser uma exceção à regra e dar bons resultados. O personagem descobre que é descendente de um membro da Ordem dos Assassinos e, via memória genética, revive as aventuras do guerreiro Aguilar, seu ancestral espanhol do século XV. Dotado de novos conhecimentos e incríveis habilidades, ele volta aos dias de hoje pronto para enfrentar os Templários. 

Vinicius Machado segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Série Oscar 2015: Whiplash - Em Busca da Perfeição

Quando criança, um dos meus maiores sonhos era ter uma bateria. Além do alto preço, minha mãe não me permitiu ter uma pois sabia que eu tornaria aquela casa um inferno tocando por horas. Cresci sem sequer saber tocar instrumento algum, mas até hoje considero a bateria o instrumento mais importante de um conjunto, além de achar o baterista o cara mais cool. 

No cinema, a história é diferente. Que eu me lembre, o único baterista que tem a história centrada em si é no clássico The Wonders - O Sonho não Acabou e ele ainda divide alguns momentos com outros integrantes.  

Whiplash - Em Busca da Perfeição foge desses parâmetros. Primeiro que o filme não tem como pano de fundo uma banda de rock. Segundo que o filme é totalmente voltado para o jovem Neyman (Milles Teller), um garoto de 19 anos talentoso, que estuda num dos melhores conservatórios do país e consegue o posto de baterista suplente na principal banda da escola, comandada pelo rígido maestro Terence Fletcher (J.K. Simmons) 

Neyman quer se tornar uma lenda na bateria e tem como seu principal ídolo Buddy Rich, eleito ano passado pela revista Modern Drummer o mais completo de todos os tempos. Mas para isso, sabe que além de praticar muito, precisa lidar com o temperamento de seu professor impetuoso. 

O argumento do filme é interessante. O filme trata de um assunto que abrange não só a música, mas boa parte das profissões hoje em dia: Até onde vai uma pessoa para conseguir realizar seu sonho? E qual é o limite de um mentor ao buscar extrair o máximo de seu aluno? 

Duas perguntas subjetivas que ditam o ritmo do filme. Neyman tenta a qualquer custo seguir seu sonho e Fletcher faz o mesmo na tentativa de conseguir formar o novo Charlie Parker. O professor exige o máximo (mentalmente e fisicamente) e segue a premissa de que dizer "bom trabalho" a alguém o prejudica. 

Se alguém acha as atitudes do maestro um tanto quanto exageradas, é recomendável procurar um pouco sobre as atitudes de Steve Jobs dentro da Apple. O inventor e empresário era absurdamente exigente e há relatos de ex-funcionários que alegam terem sido humilhados por ele. Se os métodos funcionam ou não é difícil dizer, mas não a toa, a empresa é uma das maiores da atualidade. 

Damien Chazelle faz o seu melhor trabalho na carreira, mas deixa a desejar no roteiro. Não que seja fraco ou algo assim, mas ao fim do filme, o espectador pode ter a impressão de que faltou algo. Uma cereja do bolo ou algo assim. Uma sensação de coito interrompido, melhor dizendo. Além disso, apesar das relações fora da música de Neyman serem determinantes para o desfecho, muitas delas aparecem um pouco superficiais. Nos sentimos dentro do filme apenas nas sequências musicais. Precisava ser mais humano. 

Apesar disso, seu trabalho na direção é impecável, principalmente na última cena do filme. Essa é responsável por torná-lo ainda mais eficienteO diretor, assim como seus personagens, tenta extrair o que há de melhor em si para dirigir seus personagens e as boas sequências. 

O show de atuações fica mesmo entre o protagonista e (talvez) antagonista. Miles Teller faz ótimo trabalho no papel de Neyman e é uma pena não ter sua presença no Oscar. O jovem ator já mostrou ser promissor e já possui alguns projetos interessantes no futuro, como o papel de Sr. Fantástico em Quarteto Fantástico. 

J.K. Simmons é o grande destaque desta trama. Seu papel pode não exigir muita preparação, mas ainda assim é necessário um bom laboratório para encarnar a personagem como ele fez. Embora não seja o favorito, se levar o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante não será surpresa alguma.  

Com ótima trilha sonora, excelente direção, boas atuações e uma sequência final de tirar o fôlego, Whiplash - Em Busca da Perfeição é feito para os amantes de música e para aqueles que buscam seguir algum sonho. Seu único defeito é parecer superficial em alguns quesitos. Chazelle consegue mostrar a obsessão em dois pontos de vista distintos, porém paralelos com eficácia. No entanto, deixar seus efeitos colaterais um pouco fora do cenário principal o torna morno. Na escola Aronofsky de filmes sobre obsessões, Damien Chazelle precisa fazer assim como seu protagonista: praticar mais em busca da perfeição.

Nota:

Vinicius Machado terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
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