Planeta dos Macacos: A Origem


Quando vi em meados de 2010, que Planeta dos Macacos ganharia outra sequência, logo pensei que mais um desastre cinematográfico estava por vir. Ledo engano, o filme, que agora mostra como tudo começou, é sem duvida um dos melhores filmes do ano. Ruppert Wyatt conseguiu fazer o que Tim Burton tentou sem sucesso, modernizar a eterna franquia sobre os símios que dominam o planeta.

Enquanto Burton teve como objetivo refilmar, Wyatt conseguiu recriar uma história já feita com muita originalidade seguindo a filosofia Star Wars de mostrar a origem de tudo após a conclusão da própria, iniciando uma linha do tempo plausível e interessante tendo em vista que o primeiro filme se passa num futuro distante. Chega a ser incrível como se adapta claramente a situação aos tempos atuais, com avanços da tecnologia e pesquisas sobre curas de doenças.

A pesquisa da vez é a cura do Alzheimer, Will Rodman (James Franco) é um cientista que trabalha em um laboratório, onde são realizadas experiências com macacos. Ele está interessado em descobrir novos medicamentos para a cura da doença, já que seu pai (John Lithgow) sofre da mesma. Trabalhando em uma fórmula, ele acaba tendo que cuidar de César, o primeiro símio inteligente. Quando adulto, o símio é traído pelos humanos e se revolta, passando a liderar a incrível corrida de sua espécie rumo à liberdade e ao inevitável confronto com o homem.

O marketing voltado para esse filme foi genial, não divulgou quase nada durante as filmagens, e os making-offs eram desanimadores. Porém, quando a data de estréia se aproximou eles investiram pesado em divulgações e propagandas, fazendo o público se fascinar. Um dos pontos fortes da produção é a perfeição com que os animais são produzidos, usando a tecnologia CGI (a mesma usada em Avatar e O Senhor dos Anéis) . Você consegue acreditar que eles estão ali contracenando com os atores e o melhor, o personagem principal é fruto dessa produção. César faz o público se ver em uma situação contraditória, torcer para que ele finalmente consiga libertar sua espécie e dominar o homem, com uma interpretação dramática delineada por cargas de emoção inéditas. Andy Serkis é quem o representa com perfeição e uma experiência considerável (Gollum em O Senhor dos Anéis e King Kong da mesma forma).

James Franco, em uma fase incrível de sua vida, consegue fazer um ótima atuação relacionando o drama que vive com seu pai doente, a vontade de curá-lo e a afeição que tem com César. Destaque também para Tom Felton, que mesmo ainda sendo reconhecido pelo seu papel em Harry Potter, faz uma boa atuação.

A forma de como a história se desenrola também é notável, começando com foco no emocional de cada personagem humano e no drama família. A partir da metade, o filme já é todo de César, sua adaptação com outros de sua espécie e a ascensão de seu plano para a libertação da mesma passa para finalmente, o começo desse objetivo, traçando uma batalha épica com os humanos.

Ponto negativo do filme é sua tradução do titulo para o português, em inglês foi intitulado de Rise of the Planet of the Apes que no português seria Ascenção do Planeta dos Macacos mas comercialmente ficaria ruim, então optaram por Planeta dos Macacos: A Origem.

Com tecnologia e roteiro incríveis, atuações impecáveis, emoção e ação em suas medidas certas, Planeta dos Macacos: A Origem é um dos, se não o melhor filme de 2011, e para nossa felicidade sua sequência já está sedo produzida, é literalmente o (re)começo de uma franquia de sucesso.
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Nota:

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