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As sete principais estreias em 2015

Se ano passado já foi recheado de grandes estreias, 2015 então promete ser ainda melhor. Serão diversos lançamentos de best-sellers, reboots de séries e, como de praxe, filmes de super-heróis. 

O Sala Sete separou as sete das principais estreias deste ano. Confira! 


Cinquenta Tons de Cinza  - Sam Taylor-Johnson 
Estreia: 12 de fevereiro 



Não, eu não li o livro e não, se dependesse de mim ele não estaria nessa lista. Mas não dá para simplesmente ignorar aquele que teve seu trailer o mais visto no ano de 2014 com cerca de 93 milhões de visualizações. 
¯\_(ツ)_/¯ 

A série de livros da escritora inglesa Erika Leonard James, se tornou um dos maiores fenômenos literários dos últimos tempos. Cinquenta Tons de Cinza, Cinquenta Tons Mais Escuros e Cinquenta Tons de Liberdade alcançaram números exorbitantes de vendas. Obviamente que não poderia passar em branco nas telonas. A versão do primeiro livro estreia já no início de 2015 e será um tanto quanto mais recatada do que a obra original para se encaixar em circuito comercial. No entanto, a expectativa dos fãs é enorme e o filme promete bater recordes de bilheteria. 

Os Vingadores 2: A Era de Ultron - Joss Whedon 
Estreia: 30 de abril 



O maior sucesso de bilheteria da Marvel finalmente chega ao seu segundo filme. O projeto mais ousado e ambicioso da casa das ideias chega para iniciar sua terceira geração. A história dispensa apresentações, mas é sempre bom lembrar que teremos o Homem de Ferro, Thor, Capitão América, Viúva Negra, Hulk e Gavião Arqueiro atuando juntos novamente. Não dá pra perder. 

Jurassic World -  Colin Trevorrow 
Estreia: 11 de junho 



Dentre os listados, este é o que mais me amedronta. O terceiro filme da franquia Jurassic Park já foi fraco. Vendo o trailer de Jurassic World, o quarto da série, fiquei um tanto quanto receoso com o que pode rolar. Não sei, mas a ideia de que um dinossauro híbrido criado em laboratório está solto no parque não me chama muita atenção. O longa contará com produção executiva de Steven Spielberg, um dos responsáveis pela saga. O jeito é esperar para ver; 

O Exterminador do Futuro: Gênesis - Alan Taylor 
Estreia: 02 de julho 



O Exterminador do Futuro: A Salvação não foi de todo ruim. Houve elementos interessantes e até mesmo boas atuações de Christian Bale e Sam Worthington. Mas depois de alguns problemas judiciais, o plano de se fazer uma trilogia caiu por terra. Em 2015, a saga retorna em seu quinto filme, desta vez com a volta do ícone da primeira trilogia ao papel de protagonista: Arnold Schwarzenegger, no papel do androide T-800. 

007 - Spectre - Sam Mendes 
Estreia: 29 de outubro 



Depois do excelente Skyfall, Daniel Craig retorna ao papel de James Bond no vigésimo quarto filme da franquia. Desta vez, o projeto parece mais ambicioso já que o título contém o nome da organização mais famosa da saga, presente em Os Diamantes são para Sempre e 007 Contra o Satânico Dr. No. Além disso, Christopher Waltz já foi confirmado no papel do vilão, ainda não revelado. E se tem uma coisa que alavanca os filmes de 007, são os vilões icônicos. Waltz tem tudo para ser tão bom quanto foi Javier Barden no filme anterior. Ralph Fiennes também faz parte do elenco. 

Jogos Vorazes: A Esperança Parte II - Francis Lawrence

Estreia: 19 de novembro  




Diz que vai passar rápido, por favor. A segunda parte do último capítulo da série deve bater recordes de bilheteria. Não é pra menos, já que essa é a definição da saga de Katniss Everdeen e promete ser o melhor capítulo da série. 

Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força -  J. J. Abrams
Estreia: 17 de dezembro   



Pra fechar o ano com chave de ouro, J. J. Abrams finalmente entrega aos fãs o sétimo episódio da saga Star Wars, o primeiro da nova trilogia. Não, ninguém sabe o enredo, mas um trailer já foi divulgado e é certo que contaremos com a presença de Han Solo (Harrison Ford), Luke Skywalker (Mark Hamill) e Leia Organa (Carrie Fisher) no elenco. Ah, se eu pudesse avançar no tempo...

Vinicius Machado segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
A Culpa é das Estrelas

Adaptações de best-sellers para o cinema é a fórmula do sucesso, adaptações de best-sellers adolescentes de amor improvável então, nem se fala. Crepúsculo e as inúmeras obras de Nicholas Sparks estão aí para provar isso. Mas a nova sensação do momento possui um quê a mais para atrair seu público: A realidade e medos contemporâneos 

Não é pra menos. A Culpa das Estrelas, escrito por John Green possui números e mais números para comprovar seu sucesso, entre eles o recorde de vendas de exemplares no Brasil (mais de um milhão), além de ser um dos trailers mais compartilhados nas redes sociais (mais de 20 milhões de visualizações). 

Porém, é bom deixar claro que a avaliação feita aqui é completamente baseada no filme, ou seja, não houve a leitura da obra de Green antes ou depois de assistí-lo. 

A história gira em torno do casal Hazel (Shailene Woodley) e Gus (Ansel Elgort), dois adolescentes que se conhecem em um grupo de apoio a pacientes com câncer e se apaixonam.  

Simples assim, como deve ser quando se trata de uma história que pretende conquistar pelos detalhes. Josh Boone, diretor do filme, entendeu bem a premissa e não procura inventar muito na narrativa. 

No entanto, talvez o grande acerto desse projeto seja a escolha dos dois roteiristas Scott Neustadter e Michael H. Weber. Afinal, tanto em (500) Dias com Ela, quanto em The Spetacular Now, os dois desenvolveram uma trama com a linguagem leve e precisa aos olhos do público jovem. Não poderia ser diferente com esse. 

O assunto é um tanto quanto mais complicado quanto os dois filmes citados, já que é de uma doença terminal que estamos falando. Mas os dois sabem bem como conduzir o tom, com mesclas de drama e comédia e em nenhum momento o câncer é introduzido como uma tragédia, mas como um detalhe, ainda que de maior proporção, que cerca os dois protagonistas. 

E se os dois atores que os interpreta são dados como promessas, os mesmos fazem ótimo trabalho e contribuem muito para a carga emocional do longa. A química e a sintonia entre os dois é o que mais chama atenção. Percebemos que a relação entre os dois se fortalece a cada momento e são nas trocas de olhares que vemos a naturalidade do acontecimento dos fatos.  

Laura Dern e Willem Defoe são outros dois bons atores que fazem ótimo trabalho, ainda que em papéis menores. Destaque para o segundo, que dá um tom pesado em suas duas participações, certamente são os dois pontos em que o público percebe uma virada de jogo na percepção dos fatos ao ponto de vista do casal, de Hazel principalmente. 

Infinitos diferentes 

Em uma das cenas, Gus pega um cigarro e coloca na boca, mas não o acende. Ou seja, ele coloca algo que pode matá-lo na boca, porém não dá o poder para que o mate. E é nessa condução em que a trama segue.  

Mesmo que utilizem a doença como pano de fundo, é impossível que ela não seja o fator determinante para cada decisão tomada pelo casal, ainda mais quando eles são adolescentes e estão descobrindo os prazeres da vida nessa fase. 

Enquanto Gus procura ser lembrado por todos com um sobrevivente (se curou do câncer), Hazel se vê como uma verdadeira bomba-relógio, que ao explodir, causará danos em todos à sua volta, sendo assim, prefere atingir o menor número de pessoas. Ao invés de ser amada amplamente, prefere ser profundamente, como o próprio filme diz. 

Obviamente, mesmo tendo essas qualidades, não podemos nos esquecer que se trata de um filme teen. Portanto, vá ao cinema já sabendo que você encontrará inúmeros aspectos e técnicas para conquistar o público alvo. 

Clichês como aplausos do ambiente enquanto o casal se beija, closes e mais closes em momentos dramáticos e trilha sonora, que apesar de boa, é mais uma engrenagem na fábrica de lágrimas. Em outras palavras, é o típico longa para o espectador sair aos prantos achando que não viu história mais triste em sua vida. 

Com bons conflitos e metáforas, A Culpa é das Estrelas é um filme agradável de assistir, que acerta na construção do roteiro e na linguagem para tingir em cheio seu alvo. Porém, peca ao cair no jeito Nicholas Sparks de ser, com um melodrama feito especialmente para arrancar lágrimas. Josh Boone poderia ter adotado técnicas mais criativas, mas como dizem os produtores, não se mexe em estilo de filme que está lucrando, ou coisa assim.


Nota:

Vinicius Machado segunda-feira, 7 de julho de 2014
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